Cárie nos Dentes: causas, tratamento e prevenção

A cárie nos dentes é uma das doenças mais comuns do mundo, e uma das principais razões pelas quais as pessoas buscam atendimento odontológico. Apesar de ser amplamente conhecida, no entanto, muita gente ainda tem dúvidas, sobre o que realmente a causa, como ela evolui e o que fazer para tratar antes que o problema se agrave.

Neste artigo, a Dra. Camila Dalla Martha explica tudo o que você precisa saber sobre a cárie nos dentes: desde os primeiros sinais até as opções de tratamento disponíveis em Ji-Paraná/RO.

Cárie nos dentes mostrando lesão no molar, causas, tratamento e prevenção

O que é a cárie nos dentes?

A cárie nos dentes é uma doença infecciosa causada por bactérias que vivem naturalmente na boca. Essas bactérias se alimentam de açúcar e produzem ácidos que atacam o esmalte dentário, a camada externa e mais resistente do dente.

Com o tempo, esse ataque ácido dissolve os minerais do esmalte e cria uma lesão: a cárie. Se não for tratada, a lesão avança em direção às camadas mais internas do dente, chegando à dentina e, em casos graves, à polpa (o “nervo” do dente).

A cárie não tem cura espontânea. Ela só para de avançar quando o tecido afetado é removido e a cavidade, restaurada. Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Quais são as causas da cárie nos dentes?

A formação da cárie depende da combinação de quatro fatores: bactérias, açúcar, dente suscetível e tempo. Quando esses elementos se encontram, o risco aumenta.

Bactérias e placa bacteriana

A principal bactéria envolvida na formação da cárie é a Streptococcus mutans. Ela se instala na superfície dos dentes, forma a placa bacteriana (também chamada de biofilme dental) e produz ácido lático após o consumo de carboidratos.

A placa que não é removida pela escovação endurece e se transforma em tártaro, que não pode ser eliminado apenas com a escova de dentes, nesse caso, é preciso fazer uma limpeza profissional.

Consumo de açúcar e carboidratos

Açúcar e carboidratos fermentáveis são o “combustível” das bactérias causadoras de cárie. Quanto mais frequente o consumo, especialmente de balas, refrigerantes, sucos industrializados e doces, maior o tempo de exposição ácida nos dentes.

Não é apenas a quantidade de açúcar que importa, mas a frequência. Comer um docinho por dia com uma refeição é menos prejudicial do que beliscar doces ao longo do dia todo.

Higiene bucal inadequada

A escovação incorreta ou insuficiente permite que a placa bacteriana se acumule nas superfícies dos dentes, especialmente nas regiões entre os dentes e próximas à gengiva. O uso do fio dental é essencial para remover a placa das áreas que a escova não alcança.

Saliva

A saliva tem papel protetor importante: ela neutraliza os ácidos produzidos pelas bactérias e contém minerais que ajudam a remineralizar o esmalte. Pessoas com fluxo salivar reduzido (xerostomia) têm maior risco de desenvolver cárie.

Fatores de risco

Além dos fatores principais, alguns elementos aumentam a vulnerabilidade à cárie nos dentes:

  • Consumo frequente de alimentos ácidos (refrigerantes, sucos cítricos)
  • Refluxo gástrico, que traz ácido para a boca
  • Uso prolongado de medicamentos que ressecam a boca
  • Histórico familiar de cárie
  • Anatomia dos dentes (fissuras profundas retêm mais placa)
  • Crianças e idosos, que tendem a ter higiene mais difícil

Quais são os sintomas da cárie nos dentes?

Os sintomas variam conforme o estágio de evolução da lesão.

Estágio inicial: mancha branca

A cárie começa como uma lesão incipiente, uma pequena mancha branca ou opaca na superfície do esmalte. Nessa fase, o dente ainda não tem cavidade e o dentista pode tratar com remineralização (aplicação de flúor e controle da dieta), sem necessidade de restauração.

Infelizmente, por isso, essa fase passa despercebida pela maioria das pessoas: ela não causa dor

Estágio intermediário: cavidade no esmalte e dentina

Quando a lesão avança para a dentina, forma-se uma cavidade visível. Nessa fase, a pessoa pode sentir sensibilidade ao frio, ao quente, ao doce ou ao toque. A dor costuma ser passageira, aparece e some rapidamente.

Portanto, o tratamento nessa etapa envolve a remoção do tecido cariado e, em seguida, a realização de uma restauração. (obturação).

Estágio avançado: envolvimento da polpa

Quando a cárie atingir a polpa do dente (onde ficam os vasos sanguíneos e nervos), a dor se torna intensa, espontânea e persistente. Nesse estágio, o tratamento de canal passa a ser necessário para salvar o dente.

Em casos extremos, quando o dente está muito destruído, a extração pode ser a única opção.

Como é o tratamento da cárie nos dentes?

O tratamento depende do estágio da lesão. Quanto mais cedo for identificada, mais conservador e simples será o procedimento.

Remineralização (fase inicial)

Quando a cárie já está assim na fase de mancha branca, sem cavidade formada, o tratamento é feito com aplicação tópica de flúor e orientação sobre dieta e higiene. O esmalte tem capacidade de se remineralizar com o flúor presente na pasta de dente e nos géis profissionais.

Restauração dentária

Quando já existe uma cavidade formada, o tratamento consiste em remover o tecido cariado com instrumentos rotatórios e preencher o espaço com um material restaurador, geralmente resina composta, que imita a cor natural do dente.

Em geral, a restauração é um procedimento simples, feito com anestesia local, e costuma ser concluído em uma única consulta. Quer entender melhor como funciona? Veja mais sobre restauração dentária em Ji-Paraná.

Tratamento de canal

Quando a cárie afeta a polpa do dente, o tratamento de canal (endodontia) remove o tecido infectado do interior do dente, desinfeta os canais e os sela com material biocompatível. Após o tratamento, o dente é restaurado ou recebe uma coroa.

A Dra. Camila Dalla Martha é especialista em endodontia microscópica e realiza tratamentos de canal com microscópio em Ji-Paraná/RO, oferecendo maior precisão e conforto ao paciente.

Extração

Em situações em que o dente está tão destruído pela cárie que não é possível recuperá-lo, a extração se torna necessária. Após a extração, é importante considerar a reposição do dente para evitar problemas como o deslocamento dos dentes vizinhos.

Como prevenir a cárie nos dentes?

A boa notícia é que a cárie nos dentes tem prevenção acessível e eficaz. Pequenos hábitos diários fazem grande diferença.

Escovação correta

Para prevenir a cárie, escove os dentes pelo menos duas vezes ao dia, de preferência após as refeições e antes de dormir. Use uma escova de cabeça pequena, cerdas macias ou médias, e pasta de dente com flúor. Dedique pelo menos dois minutos por sessão, cobrindo todas as superfícies dos dentes.

Uso do fio dental

Além disso, o fio dental remove restos de alimento e placa bacteriana das áreas entre os dentes que a escova não alcança. Use diariamente, de preferência antes de dormir.

Redução do consumo de açúcar

Da mesma forma, diminua a frequência do consumo de açúcar e carboidratos fermentáveis. Prefira água a refrigerantes e sucos industrializados. Quando consumir doces, faça isso junto às refeições em vez de entre elas.

Uso de flúor

O flúor fortalece o esmalte e ajuda na remineralização de lesões iniciais. Está presente nas pastas de dente e em géis aplicados no consultório. Em crianças com alto risco de cárie, o dentista pode indicar suplementação.

Consultas regulares ao dentista

Visitar o dentista a cada seis meses permite identificar a cárie nos dentes ainda no estágio inicial, quando o tratamento é mais simples e conservador. Além disso, a limpeza profissional remove o tártaro que a escovação não consegue eliminar.

Quando procurar um dentista?

Procure atendimento odontológico se você sentir:

  • Dor ou sensibilidade ao frio, ao quente ou ao doce
  • Dor espontânea, sem estímulo
  • Presença de mancha escura ou cavidade visível no dente
  • Mau hálito persistente
  • Sensação de rugosidade ou furo ao passar a língua pelo dente

Lembre-se: na fase inicial, a cárie não dói. Por isso, não espere a dor aparecer para marcar uma consulta. A prevenção e o diagnóstico precoce são sempre a melhor escolha.

Cuide dos seus dentes em Ji-Paraná

A Dra. Camila Dalla Martha atende em Ji-Paraná/RO e oferece diagnóstico, tratamento e acompanhamento para pacientes de todas as idades. Se você tem dúvidas sobre a saúde dos seus dentes ou quer marcar uma avaliação, entre em contato pelo WhatsApp.

Perguntas frequentes sobre cárie nos dentes

A cárie nos dentes tem cura?

A cárie não se cura sozinha. Ela precisa ser tratada pelo dentista, que remove o tecido afetado e restaura o dente. Quanto mais cedo o tratamento, mais conservador ele é.

Cárie dói sempre?

Não. No estágio inicial, a cárie nos dentes geralmente não causa dor. A dor aparece quando a lesão avança para camadas mais profundas do dente, como a dentina e a polpa.

Criança pode ter cárie nos dentes de leite?

Sim. Os dentes de leite também podem ter cárie e precisam de tratamento. Além disso, a cárie nos dentes de leite pode afetar o desenvolvimento dos dentes permanentes.

Quantas vezes por dia devo escovar os dentes para prevenir a cárie?

O ideal é escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia, após o café da manhã e antes de dormir, e usar fio dental diariamente. Escovar após o almoço também é recomendado.

A cárie nos dentes é contagiosa?

As bactérias causadoras de cárie podem ser transmitidas de uma pessoa para outra por meio da saliva, como ao compartilhar talheres ou dar beijo na boca de bebês. Por isso, adultos com cárie ativa devem evitar compartilhar objetos de boca com crianças pequenas.

Qual é o melhor tratamento para cárie nos dentes?

Depende do estágio da lesão. No início, a remineralização com flúor pode ser suficiente. Em lesões mais avançadas, a restauração é o tratamento indicado. Se a polpa for afetada, o tratamento de canal se torna necessário.

Dra. Camila Dalla Martha

Especialista em dentística restauradora e endodontista

CRO-RO 1290